AGETO 19/04/2017 - 14:50 - Wherbert Araújo / Governo do Tocantins

Construção de bueiros e pontes beneficiarão cerca de 4 mil da população Xerente

Cacique da aldeia Salto, professor e vereador Valcí Siña : “Essas obras garantem a melhoria da qualidade de vida do nosso povo, além de garantir o acesso rápido dos nossos estudantes às escolas Cacique da aldeia Salto, professor e vereador Valcí Siña : “Essas obras garantem a melhoria da qualidade de vida do nosso povo, além de garantir o acesso rápido dos nossos estudantes às escolas". - Thiago Sá / Governo do Tocantins
Betza Xerente “Teve vez que a gente não conseguia passar pelas pontes porque elas não tinham segurança. Mas com as pontes de concreto as coisas vão mudar”. Betza Xerente “Teve vez que a gente não conseguia passar pelas pontes porque elas não tinham segurança. Mas com as pontes de concreto as coisas vão mudar”. - Thiago Sá / Governo do Tocantins
Uma das pontes de madeira na reserva indígena Xerente que será trocada por ponte de concreto armado. Uma das pontes de madeira na reserva indígena Xerente que será trocada por ponte de concreto armado. - Thiago Sá / Governo do Tocantins

Integrantes das 70 aldeias do povo indígena Xerente, localizadas na região do município de Tocantínia, a 80 quilômetros de Palmas, vão contar com melhorias na infraestrutura e mobilidade, garantindo segurança e melhoria na qualidade de vida dos indígenas que residem e trafegam por aquela região. Por meio de um convênio com o Banco Mundial no Programa de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável (PDRIS), o governador Marcelo Miranda assinou na manhã desta quarta-feira,19, data em que se celebra o Dia Nacional do Índio, o convênio para a construção de sete pontes e treze bueiros de drenagem pluvial, que vão beneficiar cerca de quatro mil indígenas tocantinenses.

Realizada na aldeia Salto, onde vivem cerca de 450 pessoas, a cerimônia de assinatura do convênio contou com a presença de diversas autoridades estaduais e prefeitos da região. Para o governador Marcelo Miranda, a modalidade do convênio com o Banco Mundial é pioneiro no País. “ Essa é a primeira vez em 60 anos de parceria com o Brasil que o Banco Mundial financia obras de infraestrutura em território indígena e isso nos deixa muito orgulhosos”, ressaltou.

Para o secretário de Estado da Infraestrutura, Sérgio Leão, na ocasião também foi assinado a ordem de serviço para a execução das obras de melhoramento nas rodovias vicinais no município de Tocantínia, beneficiando motoristas que trafegam na região. “Além de garantir a mobilidade e segurança, a melhoria das estradas vai beneficiar o acesso dos indígenas a todas as aldeias Xerente”, afirmou. Para o prefeito de Tocantínia, Manoel Silvino, as obras para a região chegam num momento importante para os moradores. “O município sozinho não tem recursos nem condições para garantir estes benefícios. Então essas obras do Governo do Estado são muito importantes e nos deixa muito satisfeitos”, argumentou.

Mobilidade

Segundo o cacique da aldeia Salto, professor e vereador Valcí Siña, os estudantes das 33 escolas indígenas da região necessitam da melhoria nas estradas e pontes para ter acesso à educação. “Essas obras garantem a melhoria da qualidade de vida do nosso povo, além de garantir o acesso rápido dos nossos estudantes às escolas”, afirmou. Já a indígena Betza Xerente, que realiza diariamente o trajeto de 13 km entre a aldeia e o município de Tocantínia, a melhoria das estradas e a construção das pontes de concreto vão garantir a segurança, diminuindo os riscos de acidentes. “Teve vez que a gente não conseguia passar pelas pontes porque elas não tinham segurança. Mas com as pontes de concreto as coisas vão mudar”, afirmou.

PDRIS

O pacote de obras faz parte do Projeto de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável (PDRIS), em Melhoramentos de Vicinais, desenvolvido pelo Governo do Tocantins e financiado com recursos do Banco Mundial. Na região serão realizados 109,94 km em pavimentação primária e o investimento será de R$ 1.960.702,22. A implementação do PDRIS em área indígena é uma experiência pioneira no Brasil. A empresa que irá realizar os trabalhos é a Engicon Indústria e Comércio. Ao todo serão executadas 20 obras hidráulicas, sendo sete pontes e 13 bueiros (celulares e tubulares). A empresa terá 540 dias para concluir os serviços. A intenção do Governo do Estado é beneficiar outras quatro áreas indígenas com as obras, entre elas a Ilha do Bananal. 

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